Sabia que a carreira militar não é só para o público masculino? Cada vez mais, mulheres têm aderido aos concursos e ganhado espaço nas fileiras brasileiras.  Pensando nisso, o Estratégia Militares preparou este texto para você sanar suas principais dúvidas sobre a carreira militar feminina. Acompanhe e descubra!

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Mulheres podem se alistar nas Forças Armadas?

O Serviço Militar não é obrigatório para as mulheres. No entanto, elas podem servir voluntariamente no Exército, na Marinha ou na Aeronáutica. Para ingressar na carreira militar feminina, as mulheres devem realizar concursos públicos.

Como funciona a carreira militar feminina?

Homens e mulheres recebem a mesma instrução básica militar. Além disso, os cargos e funções são igualitários entre os sexos nas Forças Armadas. Sendo assim, mulheres concorrem a promoções padronizadas pelo Exército, Aeronáutica ou Marinha e recebem os mesmos salários que os homens na mesma função.

Carreira Militar Feminina: mulheres na Marinha do Brasil

A participação da mulher na Marinha teve início em 1980, com a criação do Corpo Auxiliar Feminino da Reserva da Marinha (CAFRM), proposto pelo Almirante de Esquadra Maximiano Eduardo da Silva Fonseca, Ministro de Estado da Marinha naquele período.

O CAFRM era composto pelo Quadro Auxiliar Feminino de Oficiais (QAFO) e pelo Quadro Auxiliar Feminino de Praças (QAFP). 

Essa formação foi extinta em 1997, quando as mulheres foram autorizadas a integrar as divisões já existentes para os homens, ou seja, elas passaram a fazer parte dos quadros regulares da Marinha. Na época, as mulheres podiam ser parte do Corpo de Engenheiros e Intendentes da Marinha e dos quadros de Médicos, Cirurgiões-Dentistas, Apoio à Saúde e Técnico, em condições igualitárias de acesso a cursos e promoções.

A primeira mulher a ocupar um posto de Oficial General na Marinha do Brasil foi a Contra-Almirante Dalva Maria Carvalho Mendes, em 2012. Já em 2014, foi admitida a primeira turma de Aspirantes femininas da Escola Naval (EN). Esses são dois marcos expressivos na carreira militar feminina dentro da Marinha do Brasil.

As possíveis portas de entrada para mulheres na Marinha são:

  • Escola Naval (EN);
  • Corpo Auxiliar de Praças (CAP); 
  • Quadro Complementar de Intendentes (QC-IM);
  • Quadro Técnico (QT);
  • Corpo de Saúde da Marinha – Quadro de Médicos (CSM-MD); 
  • Corpo de Saúde da Marinha – Quadro de Cirurgiões-Dentistas (CSM-CD); 
  • Corpo de Saúde da Marinha – Quadro de Apoio à Saúde (CSM-S); 
  • Corpo de Engenheiros da Marinha (CEM); 
  • Quadro de Capelães Navais (CAPNAV); 
  • Serviço Militar Voluntário para Oficiais temporários (SMV-OF); e 
  • Serviço Militar Voluntário para Praças temporários (SMV-PR). 

A partir de 2022, o ingresso de mulheres no Colégio Naval (CN) e na Escola de Aprendizes Marinheiros (EAM) também será autorizado.

Carreira Militar Feminina: mulheres no Exército Brasileiro 

A primeira mulher a fazer parte do Exército Brasiliero foi a baiana Maria Quitéria. Ela fingiu ser homem – com o nome de Soldado Medeiros – para se juntar às tropas que lutavam pela Independência do Brasil. Semanas depois, sua real identidade foi revelada. Mesmo assim, Maria Quitéria foi autorizada a continuar no Exército, tamanha era sua importância na luta devido à sua destreza com as armas e conduta em combate.

Carreira Militar Feminina: o que é e como funciona?

ESA

O Concurso ESA é uma das possíveis portas de entrada para mulheres no Exército Brasileiro. No entanto, uma vez aprovada, a candidata será direcionada à Escola de Sargentos de Logística (EsSLog), uma vez que a ESA aceita apenas homens. 

Para prestar o Concurso ESA na Área Geral, em que existem vagas separadas para homens e mulheres, a candidata deve ter ensino médio completo, idade entre 17 e 24 anos e no mínimo 1,55m de altura. 

Na Área Geral, as mulheres têm a opção de ir para as seguintes divisões:

  • Intendência;
  • Tipografia;
  • Material Bélico;
  • Manutenção de Comunicações; e
  • Aviação.

No Exército, as mulheres ainda não são autorizadas a ir para a área combatente e de armas (infantaria, artilharia e cavalaria). Além disso, não podem optar pelas áreas de Engenharia e Comunicação. 

Ainda sobre o Concurso ESA, mulheres também podem prestar a prova para a Área de Saúde e de Música. Nesse caso, as vagas são gerais, sem distinção entre homens e mulheres. Os pré-requisitos são os mesmos da Área Geral/Aviação, com exceção da limitação de idade, que passa a ser de 17 a 26 anos. 

EsFCEx, EsSEx e IME

A EsFCEx, a EsSEx e o IME também são opções para mulheres ingressarem no Exército Brasileiro. No caso do IME, a candidata deve ter entre 16 a 22 anos e as vagas são gerais, sem distinção por sexo.

EsPCEx

As mulheres que sonham em ser parte do Exército Brasileiro também podem ingressar na organização pelo Concurso EsPCEx. As áreas de Intendência e de Material Bélico são liberadas para mulheres e 50 vagas do Concurso são destinadas ao público feminino. Um dos pré-requisitos para a EsPCEx é ter entre 17 e 22 anos.

Carreira Militar Feminina: mulheres na Força Aérea Brasileira

A participação das mulheres na Força Aérea Brasileira começou em 1944, durante a Segunda Guerra Mundial, quando seis mulheres passaram a integrar o Quadro de Enfermeiras da Reserva da Aeronáutica. 

Na década de 1980, com a necessidade de ampliar o contingente militar nessa organização, foi criado o Corpo Feminino da Reserva da Aeronáutica (QFRA), de forma a compor o Quadro Feminino de Oficiais (QFO) e o Quadro Feminino de Graduadas (QFG). 

Atualmente, as mulheres podem participar de diversas áreas da Aeronáutica e chegam a ocupar postos de Terceiro-Sargento a Coronel.

Existem diversas possibilidades para mulheres ingressarem na Aeronáutica. Algumas delas são:

  • Concurso EPCAR: a Escola Preparatória de Cadetes do Ar está localizada em Barbacena (MG),  e é equivalente ao Ensino Médio regular. Tanto mulheres quanto homens podem ingressar na instituição;
  • Concurso AFA: a Academia da Força Aérea fica em Pirassununga (SP) e admite mulheres para as áreas de Aviação e de Intendência, setor que cuida da parte administrativa e logística da organização; e 
  • Concurso EEAR: a Escola de Especialistas da Aeronáutica fica em Guaratinguetá (SP). A idade limite para esse concurso é de 24 anos na data da matrícula. Mulheres podem ingressar nas seguintes especialidades: Eletricidade, Eletrônica, Equipamentos de voo, Meteorologia, Suprimento, Administração, Informações Aeronáuticas, Cartografia, Desenho e Enfermagem.

Curiosidades sobre a Carreira Militar Feminina

Muitas mulheres no Exército ocupam postos de sargento, tenente, capitão e major. Atualmente, a maior patente alcançada por elas no posto de Oficiais Superiores foi a patente de tenente-coronel.

Além disso, as mulheres ocupam esses e outros cargos em todo o Brasil e em países aliados. Muitas delas atuam em Quartéis-Generais, Organizações Militares de Ensino, de Saúde e em Órgãos de Assessoria do Exército.

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Carreira Militar Feminina: o que é e como funciona?
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