Você pretende ingressar no Exército Brasileiro? O Estratégia Militares preparou esse artigo para você conhecer a história do Duque de Caxias, como ele se tornou o maior pacificador do Brasil imperial e sua nomeação como Patrono do Exército.

Duque de Caxias: infância ao militarismo

Luíz Alves de Lima e Silva – aquele que viria a se tornar o Duque de Caxias – nasceu em 25 de agosto de 1803, na Vila de Porto da Estrela (RJ). Era filho do Marechal de Campo Francisco de Lima e Silva e de Mariana Cândida de Oliveira Belo. Seu pai foi um importante militar e administrador no império brasileiro, que chegou a apresentar à corte, o recém-nascido D.Pedro II.

Com cinco anos de idade, Luíz Alves de Lima e Silva é titulado Cadete no 1º Regimento de Infantaria de Linha, comandado por seu avô, José Joaquim de Lima e Silva. A nomeação teve o objetivo de homenagear o avô.

Em 1818, com quinze anos de idade, matriculou-se na Academia Real Militar, onde formou-se como Tenente, em 1821, e foi incorporado no 1º Batalhão de Fuzileiros, unidade de elite do exército imperial.

Carreira militar

Em 1822, o Brasil é declarado independente de Portugal. Nesse período, D.Pedro I organizou o Batalhão do Imperador, que teve seus integrantes escolhidos pessoalmente pelo Imperador. O Tenente Luíz Alves é designado a servir no batalhão e foi o responsável por receber das mãos de D.Pedro I a bandeira do império recém-criada.

Batismo de Fogo

A primeira atuação militar do Tenente Luíz Alves foi no movimento de independência da Bahia, entre 1822 e 1823. Com a independência do Brasil, alguns membros da corte portuguesa se recusaram a sair do estado. A população, que estava insatisfeita em continuar sustentando os luxos da corte, se insurgiu.

O General de Brigada Madeira de Melo, militar português, lutou contra a população, os expulsou para o recôncavo baiano e tomou a cidade de Salvador. Porém, em 1824, D.Pedro I enviou o Batalhão do Imperador, sob o comando do Coronel José Joaquim de Lima e Silva, tio do Tenente Luíz Alves, para conter a revolta.

Durante o conflito, o Tenente Luíz Alves demonstrou bravura e inteligência ao conquistar um ponto de apoio guarnecido pelo exército português. Tal conquista conferiu-lhe a insígnia de Cavaleiro da Imperial Ordem do Cruzeiro, mais alta honraria militar na época, além do título de Veterano da Independência. 

Campanha da Cisplatina

Em 1825, o Capitão Luíz Alves é enviado para a região dos pampas, junto com o Batalhão do Imperador, para lutar na Campanha da Cisplatina. O resultado do conflito foi desastroso para o Brasil, pois o Império perdeu a região da Cisplatina, atual Uruguai. 

Devido a isso, o país mergulhou numa profunda crise econômica, que levou à quebra do Banco do Brasil, e contribuiu para a renúncia de D.Pedro I.

Mesmo com resultado negativo, a Campanha da Cisplatina foi benéfica para Luíz Alves, que retornou do conflito condecorado como Major e com medalhas em reconhecimento à sua liderança no comando das tropas.

Origem do nome “Caxias”

Em 1837, já promovido a Tenente-Coronel, Luíz Alves é enviado ao Maranhão como comandante das forças militares e presidente da província para pacificar a região que passava pela revolta dos Balaios. Os revoltosos ocupavam a cidade de Caxias.

Luíz Alves saiu vitorioso na campanha. Em 1841, de volta ao Rio de Janeiro, Luiz Alves é promovido ao posto de General-Brigadeiro e recebe o nobre título de Barão de Caxias. O termo Caxias faz referência a vitória que Luíz Alves teve na província do Maranhão.

Em 1842, Caxias é eleito deputado pelo Maranhão e assume o cargo de Comandante das Armas da Corte.

Duque de Caxias

Duque de Caxias: a vida política e militar

Ainda no ano de 1842, eclode a revolução liberal em Venda Grande, na província de São Paulo, e a Revolta de Barbacena, em Minas Gerais. O Brigadeiro Caxias foi nomeado comandante das tropas e Vice-Presidente da província de São Paulo, a fim de conter o levante.

A revolução liberal em São Paulo foi contida e um dos seus líderes, o antigo chefe de Caxias, o Padre Feijó, foi preso pelo Brigadeiro e enviado à província do Espírito Santo.

Logo após a pacificação de São Paulo, Caxias é enviado a Minas Gerais para pacificar a Revolta de Barbacena, que teve seu ápice no arraial de Santa Luzia. Lá, Caxias e seu contingente venceram, com muita dificuldade, as tropas revoltosas. 

Devido aos serviços prestados, Caxias é promovido ao posto de Marechal de Campo, com menos de quarenta anos de idade. Nessa época, a região sul do Brasil passava pela Revolução Farroupilha há mais de sete anos. Assim, o governo imperial ordenou Caxias como comandante das forças pacificadoras e como presidente da província do Rio Grande do Sul.

Após dois anos de negociações com os revolucionários, em 1º de março de 1845, é assinado o Tratado de Paz de Ponche Verde, dando fim à revolução. O acordo foi o catalisador para a união das tropas rio-grandenses e imperiais nos conflitos externos contra Oribe e Rosas, entre 1851 e 1852, e da Tríplice Aliança, de 1865 a 1870.

Em 1852, após o conflito contra Oribe e Rosas, Caxias é promovido ao posto de Tenente-General e recebe o título nobre de Marquês de Caxias. Entre 1852 e 1865, Caxias exerce funções político-administrativas e militares do império.

No ano de 1866, o então Marquês de Caxias é nomeado Comandante das forças imperiais na guerra da Tríplice Aliança contra o Paraguai. As habilidades de Caxias garantiram às suas tropas rápidas vitórias nas batalhas de:

  • Itororó;
  • Avaí;
  • Angosturas; e 
  • Lomas Valentinas.

A última participação de Caxias no conflito foi na tomada de Assunção, capital do Paraguai, em 1869. No mesmo ano, Caxias recebeu o título de Duque, por seus serviços prestados na guerra.

Duque de Caxias: fim da carreira e morte

O Duque de Caxias teve participações importantes em outros momentos históricos como a Questão Religiosa, entre D. Pedro II e a maçonaria na igreja católica, o afastamento do Imperador e a Regência da Princesa Isabel, quando serviu como Ministro da Guerra.

No dia 7 de maio de 1880, o Duque de Caxias faleceu, na fazenda de seu genro no Rio de Janeiro. Alguns dos desejos póstumos do Duque foram um enterro modesto, sem honras militares, mas com seu féretro conduzido por seis soldados

Em 1962, por meio de Decreto do Governo Federal, o Duque de Caxias foi nomeado Patrono do Exército Brasileiro. Em sua homenagem, o dia 25 de agosto, data do nascimento de Caxias, é comemorado o “Dia do Soldado”.

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Referências 

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