Emílio Luís Mallet: o Patrono da Artilharia do Exército

Emílio Luís Mallet: o Patrono da Artilharia do Exército

Seu sonho é ingressar na Artilharia do Exército Brasileiro? O Estratégia Militares preparou  um artigo que te conta tudo sobre o militar que mais se destacou nessa Arma na história do Exército Brasileiro e é considerado o Patrono da Artilharia: o Marechal Emílio Luís Mallet.

Quem foi Emílio Luís Mallet 

O Marechal Mallet, como é mais conhecido, tinha como principais características: a valentia, a astúcia e o sangue frio. Estes atributos  fizeram com que Mallet se tornasse um dos principais militares da história do Exército Brasileiro. O Marechal era muito respeitado não apenas  por  sua tropa, mas  também pelos inimigos.  

Emílio Luís Mallet nasceu no norte da França, na cidade de Dunquerque, no dia 10 de junho de 1801. Sua família possuía histórico Militar , pois descendia da nobreza feudal. Além disso, ela  teve participação em várias guerras importantes.

Por motivos familiares e por vontade de seu pai, Emílio Luís Mallet, com 16 anos, e seus parentes mudaram-se para o Brasil, aportando no Rio de Janeiro em 25 de maio de 1817. Após a chegada, instalaram-se na capital. 

A vida militar de Emílio Luís Mallet

A vida militar do jovem Emílio Luís Mallet se inicia em 1822, após um convite do Imperador Dom Pedro I.  O Exército Brasileiro passava por um período de organização pós Independência do país. O Imperador reconheceu que Mallet tinha potencial e vocação para a carreira militar, pois vinha de uma família com esta tradição. 

Após o convite, o jovem se matriculou na Academia Real Militar do Império. Por ter uma boa formação em Humanidades e Matemática, ele ingressou na instituição escolhendo a Artilharia como Arma. 

Em 1823, Emílio Luís Mallet foi  graduado 2° Tenente, jurou a Constituição, e, assim, conseguiu  a nacionalidade brasileira. 

Batismo de fogo

No posto de 2° Tenente, Mallet comandou a Artilharia a Cavalo do Exército Brasileiro na Campanha da Cisplatina, entre 1825 e 1828. Por  sua brilhante atuação, demonstrando bravura e nacionalismo, ele teve  seu batismo de fogo na Batalha de Passo do Rosário, onde foi promovido a Capitão.

Participação em batalhas históricas

Em 1831, o Capitão Mallet se deparou  com um grande problema em sua carreira militar: não ser um brasileiro nato. Uma lei de 1830 previa que apenas estes  poderiam ocupar cargos no oficialato do Exército. Nesse momento, Mallet é exonerado da instituição.

Na vida civil, Mallet foi morar em Bagé, no Rio Grande do Sul, a fim de trabalhar com atividades industriais.

Porém, anos após a sua dispensa do Exército, iniciou-se a Revolução Farroupilha no Rio Grande do Sul. Por estar morando no estado e por ter sido um militar excepcional, Emílio Luís Mallet foi convidado para comandar a Artilharia da Guarda Nacional, no ano de 1837. No decorrer da revolta, ele recebeu o título de Major da Guarda Nacional, tendo em vista o belo trabalho que estava fazendo naquela batalha. 

Emílio Luís Mallet

Ainda durante a Revolução Farroupilha, o reconhecimento ao seu trabalho veio do Duque de Caxias, que o colocou na função de chefe de Estado-Maior. Entretanto, após a revolta ser contida pelas tropas do governo, Mallet voltou à vida civil. 

Após longos anos longe do militarismo, em 1851, Mallet recebeu o convite para voltar ao Exército Brasileiro. Convocado pelo Duque de Caxias, ele retornou ao posto de Capitão justamente na Guerra do Prata. Nessa campanha realizada no Uruguai, o Capitão Mallet, mesmo após muitos anos afastado do mundo militar, comandou seus 600 homens de forma exemplar. Assim, o Brasil obteve êxito em mais um conflito. 

O ápice de sua carreira militar foi na Guerra do Paraguai. Nas diversas batalhas dessa guerra que durou anos, Mallet demonstrou toda a sua criatividade e liderança. Um exemplo da sua genialidade foi na Batalha do Tuiuti, quando mandou construir fossos para seus oponentes caírem metros antes de sua linha de artilharia. Nesse momento, Mallet disse uma frase que ficou marcada na história: “Eles que venham. Por aqui não passarão”. 

Por toda sua bravura demonstrada na Batalha do Tuiuti, ele foi promovido a Coronel em 1866. Após outras vitórias na Guerra do Paraguai e a do Brasil em si neste conflito, Mallet foi promovido sucessivamente, até chegar finalmente ao posto máximo de Marechal de Exército, em 15 de julho de 1885. Ele permaneceu na ativa do Exército Brasileiro até o dia de sua morte, em 2 de janeiro de 1886, no Rio de Janeiro. 

Reconhecimento a Emílio Luís Mallet 

Os restos mortais do Marechal Mallet foram enviados para a cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, onde também há um museu em sua homenagem.  

Por meio de um decreto presidencial, em março de 1932, o Marechal Mallet foi reconhecido oficialmente como o Patrono da Artilharia. Além disso, foi criada a Medalha Mallet, que hoje é destinada a militares da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) que se destacam na prova de tiro do curso de Artilharia. 

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